Dança do Ventre

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Muitos fazem parte cheap jerseys do panorama da Dança do Ventre em Brasília. Nasceu aqui a curiosidade de saber por onde anda e o que faz essas bailarinas , músicos e pessoas que se inebriaram como nós nesta arte.

Gamila foi uma das primeiras professoras da Dança do Ventre em Brasília , dela nasceram muitos talentos que atuam ainda hoje no mercado da Dança.É com muito carinho que lhes apresento essa Gigante das artes.

Gamila (Cínthia Nepomuceno)

Comecei a dançar em 1984, em Brasília, numa academia. Aulas de jazz, como a maioria das meninas da minha idade naquela época. Passei a me apresentar e a gostar bastante dos camarins, coxias, linóleo, luzes e aplausos. Em 1988 descobri que existia o curso de graduação em dança na UNICAMP. Passei os 3 anos seguintes planejando passar no vestibular e, para isso, trabalhei duro como menor aprendiz num banco e professora de jazz na extinta academia IGE para pagar minhas aulas de ballet e dança moderna. Minha família, como era de se esperar, não apoiava minha escolha acadêmica. Ingressei na universidade em 1991. Deveria me graduar em 1994 nas modalidades bacharelado e licenciatura, mas o casamento e o nascimento da minha única e maravilhosa filha Lara adiaram meus planos. Tornei-me bacharel em Муниципальные janeiro de 1996. Naquele mesmo ano, retornei a Brasília. Em agosto de 1996 abri o Laboratório da Dança na 311 norte – uma sala bem pequena com linóleo e espelhos onde comecei a dar aulas de dança do ventre. Promovi alguns workshops, mas a dificuldade de manter o espaço e meu divórcio fizeram com que eu fechasse as portas. Em 1997 passei a dar aulas numa academia na AABR e resolvi criar o grupo Aiua! de dança do ventre. A idéia era combater o desastre acarretado pela música ‘ralando o tchan – dança do ventre’ cantada aos quatro ventos pelo ‘É o Tchan’. Reuni algumas meninas que faziam minhas aulas e começamos a ensaiar. Naquela mesma época comecei a dançar com frequência num evento cultural do clube.

Em 1998 o grupo estava estabelecido e passamos a nos apresentar em eventos importantes como a festa de encerramento do Festival de Cinema, lançamentos de revistas, 膣縮小術 mostras culturais. Dançamos em teatros, festas, shopping centers, barcos, cafés, restaurantes, clubes, salões de River festas, ou seja, onde coubesse a nossa dança. Foi nessa época que eu percebi o quanto a dança do ventre era versátil em termos de espaço para apresentação. Em julho de 1998 a coreografia ‘Uroboro – Serpente do Mundo’ que unia dança do ventre e capoeira foi selecionada para a I Bienal de Dança do SESC de Santos. Em 1999 fomos convidados a participar de um congresso no Egito, mas a política econômica que alterou o câmbio atrapalhos nossos planos porque perdemos os patrocínios que havíamos ganhado de algumas empresas e ficou impossível viajar com um grupo de 14 pessoas. Àquela altura o grupo contava com dançarinas, capoeiristas, músicos e artistas visuais.

No ano 2000, desgostosa com o panorama cultural de Brasília, retornei a Campinas. Trabalhei junto a Lara Rodrigues aprendendo muito com os Arteiros na Dança – companhia que existe até hoje na cidade. Fiquei bastante envolvida com as danças do Brasil. Em 2001 comecei a dar aulas de dança e coreografar para uma escola de ensino básico – o Educap. Era um misto de danças populares, dança contemporânea e alongamento. Ali o desejo de terminar a licenciatura me fez retornar à UNICAMP. Foi nesse mesmo ano que remontei o grupo Aiua! e voltei a dar aulas de dança do ventre. Nosso grupo campineiro também se apresentou em diversos lugares e o evento mais significativo foi a Mostra de Cultura Árabe-Islâmica no Centro de Convivência de Campinas. Em fevereiro de 2003 me tornei licenciada em Dança e voltei para Brasília. Adoro minha cidade natal e retornar era inevitável.

Dei aulas na comunidade Osho Khalid e mais uma vez reuni o grupo Aiua! – uma terceira versão do grupo. As pesquisas em dança fizeram com que eu elaborasse um projeto que foi aprovado no mestrado em Arte da UnB em 2004. Em novembro de 2005 viajei ao Egito para uma curta pesquisa de campo que enriqueceu bastante minha dissertação. Em agosto de 2006 me tornei mestre e as nicht mudanças de vida me fizeram cheap jerseys mais uma vez extinguir o Aiua!. Desenvolvi um método de ensino da dança do ventre voltado para vítimas de violência sexual. Era uma forma de resignificar o corpo dessas pessoas, inspirada no trabalho de Márcia Mignac em Salvador. Com o apoio da Organização Internacional do Trabalho, wholesale jerseys China da Secretaria de Bem Estar Social de Roraima e da OnG Camará de São Vicente – SP, viajei para difundir o método e trabalhei com esse tema até 2008. Em 2009, formatei e publiquei o método com o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Estado da Cultura do Distrito Federal. O método foi multiplicado no espaço do Adolescentro em Brasília. Naquele mesmo ano tive uma rápida passagem como professora substituta do departamento de artes cênicas da UnB, dando aulas nas disciplinas ‘Movimento e Linguagem 1 e 3’ e ‘Estágio Supervisionado’.

Em março de 2010 ingressei no curso de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Arte da UnB. Ao mesmo tempo iniciei o projeto Poéticas Sensoriais que reuniu o trabalho de três doutorandos para criar uma metodologia de ensino da dança para cegos e surdos. A idéia era utilizar a tecnologia a serviço da ampliação das possibilidades pedagógicas da dança que será futuramente desenvolvida em escolas do ensino básico. Promover a inclusão por meio de música, dança, artes visuais e aparatos tecnológicos que transformam movimentos em sons e imagens era o objetivo principal da pesquisa. O trabalho de Eufrásio Prates (música e semiótica)e Flávia Amadeu (design e moda) se juntaram a minhas pesquisas gestuais e pedagógicas.

Em maio de 2010 fui aprovada no concurso público para docente do primeiro curso de Licenciatura em Dança da região Centro-Oeste, oferecido pelo IFB – Instituto Federal de Brasília. Tomei posse em julho e desde agosto venho atuando como professora da disciplina Fundamentos da Dança. Em setembro assumi a Coordenação do NAPNE – Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas do IFB.

Em outubro de 2010, com a solicitação de uma montagem artística na disciplina do professor Marcus Mota na UnB decidi retomar minhas atividades com a dança do ventre e criar a quarta versão do Aiua!. Montamos uma dança baseada no texto ‘As Suplicantes’ de Ésquilo e desenvolvemos uma linha de pesquisa que passei a denominar ‘Dança do Ventre Experimental’. Essa técnica consiste em improvisar e compor a partir do repertório individual de movimentos em laboratórios coletivos e foco na gestualidade da dança do ventre sem, contudo, restringir a expressão a essa forma estética. Atualmente estamos montando um espetáculo. Nossos ensaios acontecem na UnB como parte de minhas pesquisas do doutorado.

Links de referência:

Sobre o Aiua!: www.aiua.weebly.com

Sobre o Poéticas Sensoriais: www.poeticassensoriais.weebly.com

Sobre o IFB: www.ifb.edu.br

Contato: gamilas@gmail.com

blog: http://corposemventre.blogspot.com

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