Além da certificação

Os processos de certificação na dança do ventre são motivadores para o desenvolvimento da bailarina. Mas o tema ainda gera muitas dúvidas

Transmitir emoção e encantamento a um público é uma das sensações mais prazerosas que uma bailarina experimenta quando dança. Entretanto, atrás das coxias a mesma bailarina tropeça em tantos paradigmas que gera ansiedade e até dúvidas quanto a sua atuação.

Uma dessas dúvidas está relacionada à questão da certificação na dança e a contribuição de tal título para alavancar a carreira. No Brasil, para atuar como bailarina ou bailarino profissional, não há obrigação de diploma. Mas várias instituições e escolas de dança, em diferentes estilos, oferecem a oportunidade de obter certificados e selos de reconhecimento que qualificam o trabalho e atuação destes profissionais, bem como permite o aprimoramento de suas habilidades.

Especificamente na dança do ventre, a certificação vem sendo palco de grandes discursões. No Brasil, atualmente, a certificação mais conhecida é a da Casa de Chá – Khan el Khalili. O processo, anual, é legítimo, pois “abre portas no país inteiro pela credibilidade que tem e forma boas bailarinas”. É o que explica Jorge Sabongi, proprietário e diretor artístico da Instituição.

Jorge Sabongi: Quando qualificamos uma bailarina através da Pré-Seleção, colocamos nas mãos dela o compromisso de difundir uma dança do ventre de alto nível. Crédito da foto: NO
Jorge Sabongi: Quando qualificamos uma bailarina através da Pré-Seleção, colocamos nas mãos dela o compromisso de difundir uma dança do ventre de alto nível
Crédito da foto: NO

Para Jorge Sabongi, o processo de Pré-Seleção da Casa de Chá para adquirir o Selo, permite que a bailarina se atualize constantemente, na busca por uma dança de qualidade. “Quando qualificamos uma bailarina através da Pré-Seleção, colocamos nas mãos dela o compromisso de difundir uma dança do ventre de alto nível. Fazer isso é um objetivo não utópico. Quanto mais a dança cresce e se desenvolve, todos ganham com isso”, comenta.

Desenvolvimento técnico para valorização da cultura – A qualificação na dança do ventre também é importante para corrigir alguns conceitos difundidos erroneamente na mídia.

Segundo Jorge Sabongi, a mídia ainda não se encontrou na dança do ventre. “A mídia distorce e vulgariza a dança do ventre. Com isso vem o preconceito. As pessoas que assistem a dança levada desta forma, não tem informação adequada sobre ela e acreditam no que assistem na tela. Fazem pré-julgamento e, muitas vezes, se assustam com algo que poderia ser visto de forma ‘bela”.

Neste contexto, o estudo é fundamental. Conforme explica Dalilah, bailarina e diretora artística da Dalilah Cia de Dança do Ventre, o estudo constante permite que a bailarina conheça a cultura, as técnicas e contribua para que haja respeito e valorização dentro da dança do ventre. “Uma bailarina que pesquisa a cultura, o histórico e as técnicas, tem condições para propagar uma dança do ventre isenta dos estereótipos e exigir respeito de contratantes que desconhecem a arte”, declara.

Para Dalilah, o estudo contribui para que haja respeito e valorização dentro da dança do ventre
Para Dalilah, o estudo contribui para que haja respeito e valorização dentro da dança do ventre

Arte em debate – Porém as discussões envolvendo os processos de certificação na dança do ventre são inúmeras. Os julgamentos levantados fazem referência à determinação de um padrão análogo na dança do ventre.

Jorge Sabongi contesta e explica que as características e diferenças de cada bailarina são respeitadas. A certificação considera a qualidade técnica, expressiva e principalmente artística das bailarinas. “Quando a bailarina envia o material para avaliação da dança, ela recebe um perfil de tudo que precisa melhorar para começar a progredir mais depressa. Este é o objetivo da Pré-Seleção, por exemplo. A banca examinadora da Khan el Khalili é um parâmetros para a bailarina identificar se está no caminho correto e qual é a direção a seguir. Ter um ‘Padrão de Qualidade Khan el Khalili’ não é só um nome; não significa que a bailarina perderá suas características e estilo próprio. Significa que ela começa a compreender e adentrar no mundo mágico, que chamamos carinhosamente de ‘A Arte da Dança do Ventre’”, diz.

É o que confirma Talita Lelis, professora da Dalilah Cia de Dança do Ventre. A bailarina, que também é analista de Treinamento e Desenvolvimento em uma Instituição Financeira e coaching adquiriu o Selo da Casa de Chá – Khan el Khalili em 2014. Para ela, o processo é motivador para sair da zona de conforto. “A qualificação, independente da dança ou da área que você atua, deve ser constante. Quanto a Pré-Seleção especificamente, ou concursos de dança, a bailarina é impulsionada a estudar e aprender técnicas, estilos e performances diferentes. As novas habilidades são perceptíveis. Você entra no processo uma bailarina e sai outra” explica.

Talita: A qualificação, independente da dança ou da área que você atua, deve ser constante.
Talita: A qualificação, independente da dança ou da área que você atua, deve ser constante

Hana Maia, bailarina e também professora da Dalilah Cia de Dança do Ventre acaba de receber o Selo de Qualidade Khan el Khalili. De acordo com Hana, os processos de certificação acabam cobrando um rigor técnico, imprescindível para instituir um hábito de estudos. “Quando nos deparamos com a necessidade de estudar, nós damos a importância ao desenvolvimento técnico. Com a técnica, sentimos confiança para trabalhar o emocional que é fundamental para expressar os sentimentos na dança do ventre”, conclui.

De acordo com Hana, os processos de certificação acabam cobrando um rigor técnico, imprescindível para instituir um hábito de estudos. Crédito Foto: No
De acordo com Hana, os processos de certificação acabam cobrando um rigor técnico, imprescindível para instituir um hábito de estudos
Crédito Foto: No

Bailarina completa

Ser uma bailarina completa exige além de qualidade técnica, ética profissional e encantamento. Confira a lista de atributos a ponderar para ser uma bailarina profissional, conforme Jorge Sabongi.

– A dança deve ser harmônica.
– Humildade é essencial.
– Cuidado com os detalhes visuais! Muita informação confunde o público.
-Cuidado com a pontualidade! Uma bailarina profissional é pontual nos seus compromissos, shows e aulas.
– Respeito pelos demais profissionais.
– Ser autocrítica, mas não em excesso.
– Conhecer-se como mulher e buscar tornar-se única e não uma cópia “da cópia”,
– Ter opinião e saber quando mudá-la.
– Fazer de cada apresentação, uma obra-prima.

Comunicação Dalilah Cia de Dança do Ventre/LN

Sobre a dança

ALONGAMENTO E AQUECIMENTO PARA DANÇA

Não sou formada em educação física nem em fisioterapia, apenas busco conhecimento para melhor aproveitamento, saúde e bem esta do meu corpo, viabilizando assim, para minhas alunas uma melhor qualidade de seu aprendizado cuidando do que lhe é de mais precioso você.

Estudo Arte Cênicas na Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, tive e tenho ainda hoje experiências de aulas com professores graduados em artes cênicas e dança.

“Diversos estudos sobre o alongamento tem sido publicado nos últimos anos, livros, artigos que mostram os benefícios da técnica, seja na recomendação para a prevenção de lesões e para melhorar a performance na medicina esportiva , ou como método de recuperar a amplitude de movimento e melhorar a função como um todo na reabilitação.”(nossa intenção com o alongamento é alem de proporcionar a você aluna um bem esta e conforto muscular após a dança mas também melhorar sua coordenação motora , e ampliar sua capacidade durante a execução de qualquer movimento seja ele de quadril , punhos ou seja, todas as articulações e músculos estarão mais flexíveis e alongados.)

“ DE VIRES recomenda o alongamento como método para amenizar as dores musculares que vem após a atividade física.O alongamento é inclusive utilizado como forma de encontrar o “ verdadeiro bem esta”.”

A DANÇA do ventre é executada com os mais variados movimentos articulares e musculares arredondando todo o tônus muscular, alem de esta trabalhando seu corpo, proporcionando queima de calorias, coordenação motora também trabalha sua auto-estima proporcionando-lhe melhor conforto bem –esta auto –segurança, trazendo à tona a mulher que há em você. Lembrando que não há atividade física que lhe proporcione crescer a barriga, há sim uma ma alimentação, a falta em demasia da postura ao executar os movimentos da dança, portanto, barriguinha é mito.

Agora, abra seu peito, contraia o abdômen (fechando o diafragma), olhe para o horizonte e dance…

Respeitando seus limites e alongando-se!

Ritmos

Said.

Originário de uma dança masculina chamada Tahtib (dança masculina com bastão), o Said veio como uma sátira dançada por mulheres com bengala (usada também na dança báladi) de forma bem delicada nas mãos, mas com muita força e agilidade nos quadris. Seu ritmo base também chamado Said vem do conhecido maqssoum elaborado para a dança ou Racks El Sharque um ritmo de um DUM no inicio um TAC prolongado e finalização da frase com dois DUNS e um TAC ao final, existem algumas variações a que são usadas na musica característico pelo uso do instrumento mizmar, tabla , rababa (instrumento utilizado principalmente pelos beduínos e primeira versão do violino ).

A dança trabalha passos que lembram a luta como ataque e defesa com o bastão e alguns movimentos foram observados e dão referencia a animais, como cavalos e gazelas.

Sua vestimenta é simples e bem característica do sul do Egito, utilizando adereços como brincos, pulseiras e muito ouro. A maquiagem depende da região e em alguns lugares encontramos um tipo de traço na ponta do queixo. E que segundo Farouk Mostafa (bailarino e coreografo da Redá Troup), é uma maquiagem como outra qualquer sem nenhum significado místico ou popular, é para simplesmente deixá-la mais bonita.

Assim como outros folclores, foi difundido pelo bailarino e estudioso da dança clássica

Ocidentale folclore egípcio, Mahmaoud Redá que junto a seu grupo abriu o olhar

ocidental perante a dança de seu país, observando costumes, musica e vestimentas .

Fonte:Vídeos didáticos Lulu Sabongi1999.

Workhop Gammal Seif maio 2010.

Viajem ao Egito 2009 ( Aulas particulares com Mahmoud Redá e Farouk Mostafa).

 

Gawazee

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